terça-feira, 30 de abril de 2013

Carta de Chantal

Amazônia, 30 de abril de 2013.

Querida Milena,

Como está aí no Rio? Estou morrendo de saudades de você e toda a galera! Não aguento mais ficar aqui. Conto meses, dias, semanas, horas, minutos e segundos para voltar para o Rio.
Hoje finalmente aconteceu uma coisa muito boa. Conheci um gato, o cara mais lindo que eu já vi. Mas nunca pensei que iria conhecer um índio assim, no meio da mata.
No nosso primeiro contato ele foi tão fofo! Ele tirou meus óculos, passou sua mão sobre minha cabeça e foi deslizando sobre minha testa, olhos, nariz, boca, queixo e finalmente nos apresentamos.
Contei para ele que meu nome é francês, e que significa forte como uma pedra. E então ele me disse que na verdade ele era delicada como uma flor. Fina flor, itararé.
Ele me olha de um jeito amiga, que dói meus olhos, o olho dele parece penetrar a gente.
De repente o gato começou a me agredir com pedrinhas, acredita? Com raiva joguei nele uma pedra maior . Nadei até a canoa que ele estava, pensando que eu tinha machucado ele, e descubro que não era nada. Que raiva! Fez-me nadar atoa. E ainda me agarrou pela alça do sutiã do biquíni, me deixando de topless. Que vergonha!
Os garotos desse mundo são tudo igual mesmo! Independente da cultura. Estou chateada.
Mandarei outras cartas contando sobre as aventuras que estou passando aqui. Manda beijos para o pessoal aí. Amo vocês
Com amor,
Chantal

O beijo





Bem me quer, mal me quer ?
Será que ao final da contagem das pétalas
Vai dar bem me quer ?
Uma, duas três,não!Já contei aquela

Depois que arranquei a flor de Catu,resultou
Bem te quero, e então
O  beijo rolou

Não combinamos de nos encontrar
Mais quando o encontro acontecer
Vou querer beijar ele, sem duas vezes pensar
É o motivo que me deixar feliz em aqui alguns meses viver

Ninguém nunca me fez sentir assim
A felicidade em estar com Catu
Era tão grande que não cabia em mim

Resumo do livro: '' Ekoaboka''




O livro Ekoaboka relata a história de uma família que nas férias foram para a Amazônia. Léo um biólogo de 47 anos, leva sua família para passar com ele no barco-casa. Ele é pai de Alex, um garoto de 17 anos. Ele foi fruto de seu primeiro casamento, com uma sueca. Mariana,tem 42 anos, e é a atual esposa de Léo. Ela tem uma filha de outro casamento, a Chantal, uma garota de 14 anos. Txai, um garotinho de 05 anos é filho de Alex e Marina.  Babu,tem 53 anos, e é sozinho, então a família resolve adotar o amigo de Léo, que é companheiro do biólogo nas pesquisas contra a malária.
Os índios da aldeia abakêbyra foram os que ajudaram a família do Rio a aprenderem sobre a cultura indígena. Uma das coisas que eles ensinaram foi que a partir de cada canto de certo animais era determinada hora.
Chantal, a garota que estava odiando a viagem, passou a amar e aprender as coisas da floresta. Catu, um índio alto, moreno e lindo, foi o responsável por essa transformação. Eles se apaixonaram, e então faziam passeios juntos sempre que dava, e a partir desses passeios, Chantal aprendia sobre a floresta e a cultura dos Índios. E ao final das férias, Chantal ficou muito chateada por ter que deixar Catu, mas saiu com um olhar diferente sobre os índios, e com um aprendizado maior sobre eles.
Alex foi a pessoa que mais se interessou e identificou-se com os índios. Ele até participou de um ritual que os índios fazem quando os garotos deixam de ser meninos e viram homens. E para surpresa de todos, adiou sua volta para o Rio, e decidiu ficar mais tempo na aldeia.
Léo e Babu conseguiram juntas as pesquisas contra a malária. A cura estava na flor marrom que Chantal recebeu de Taciatã. Léo iria levar para uma análise geral, realizaria testes mais específicos. E Babu ficaria na Amazônia com Alex.
Marina tentava consolar Txai, que não se conformava em ter que voltar para o Rio. Ele tinha adorado a cultura indígena, e Uã o índiozinho que fez amizade. Marina enquanto consolava o filho, relembrava momento bons e refletiu sobre o uso controlado do seu tempo.
Ekoaboka significa mudar, transformar, e isso foi o que aconteceu com cada personagem da história. Cada um leva uma experiência da viagem pra sua vida.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Influência indígena



Após a leitura do livro ''Índios no Brasil'', percebi que as palavras antigamente eram muito diferentes do nosso português atual, por exemplo, kugnatim significa menina. Os alimentos principalmente, os mais citados foram: jirijum, a nossa abobora, pipoca a espécie de milho, pamonha (ver de pomonga: pegajoso) é um dos cremes que mais adoro, o de milho, pacova é uma das minhas frutas preferidas, a banana, míndeboi é o amendoim. Descobri que o sol era chamo de Coaraci e lua de jaci. Os índios se defendiam com uyba, no nosso português flecha. Tocavam membi, o instrumento flauta.
Conclui que a língua é o produto final de muitos séculos de histórias, e que ao passar do tempo, surgiram novas palavras.


Carta: O recurso mais precioso


São Bernardo do Campo, 29 de abril de 2013.

Querido Léo,

Como você está? Sinto sua falta na escola. Hoje na aula de ciências aprendemos mais sobre o recurso precioso que é a nossa água. Lembrei-me do trabalho que fizemos na quarta série, com a professora Francisca. Que saudades daquele tempo!
Eu e meus amigos novos, Nicolas, João Pedro e Bianca, criamos um projeto chamado ‘’ Por um mundo melhor’’. Estamos criando panfletos e entregando nas ruas para as pessoas. Criamos também um blog na internet, já temos vários acessos.
Nosso maior objetivo é conscientizar o mundo que a água é um recurso precioso.
Temos medo que as pessoas só dêem valor à água quando ela acabar, e infelizmente isso está quase acontecendo.
Na quarta feira, 08 de maio vamos fazer uma brincadeira recreativa com as crianças, afinal elas são os futuros do mundo, por isso devem saber a importância da água.
Queremos transmitir para elas e outras pessoas que a água é fundamental no nosso dia-dia. Caso não tivesse água no mundo como iriamos tomar banho? Como iriamos nos alimentar? Como iriamos nos nutrir? Como iriamos manter nossos automóveis e outras coisas limpas?
Sugerimos para nossos colegas de classe, que eles utilizassem a água com moderação, e depois iriam contar experiências. Como por exemplo, lavar os automóveis com baldes d’água, tomar banho em até cinco minutos, ensaboasse a louça e escovassem os dentes com a torneira desligada.
Afinal, se cada um fizer a sua parte, nosso mundo pode ficar bem melhor.
Eu e minha família já começamos a moderar no uso da água e os resultados foram muito bons. A conta de água veio 5% menor do que o dos meses anteriores.
Espero que todos possam colaborar para um mundo melhor, e que tenhamos ótimos resultados.
Estou muito animada para o meu projeto, e preocupada com a quantidade de água de há no mundo, é assustador!
Caso meu blog chega a 5.000 mil acessos, iremos fazer uma festa para comemorar. Mandarei convite for realizada.
Conte-me sobre seus projetos, estou curiosa para saber!

Beijos, 
Giovanna.

''Um apólogo''- Machado de Assis



O conto relata uma discussão entre a agulha e um novelo de linha. Um fica falando para o outro quais são suas funções e dizendo que um era melhor que o outro.
A agulha diz que a linha esta cheia de si em razão alguma. A linha solicita que ela a deixe em paz e a agulha responde que falaria quando quisesse. A linha lembra que a linha não tem cabeça. Quando a agulha diz que ela é muito mais importante porque ela vai abrindo caminho, a linha responde que os batedores do Imperador também vão à frente e, portanto não são importantes. A agulha se sente de estar sempre entre os dedos da costureira e a linha lembra que terminado o trabalho a agulha vai para a caixa de costura enquanto ela, a linha, irá para o baile com o lindo vestido e sua dona.
O alfinete parece querer consolar a agulha e lhe diz que ele não abre caminho e onde o colocam permanece. O autor finaliza deixando uma lição de moral: ‘’ Contei esta história a um professor de melancolia que então me disse, abanando a cabeça: Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária. ’’


Leia o conto completo aqui

''A volta por cima''




No calor do meio-dia, o sol ardia os miolos de Pedro. Em seu caminho, a terra era seca, e as aves já não existiam.
Ele estava louco para encontrar uma sombra e se refrescar do sol quente. Mas, assim que ultrapassou as dunas viu que havia um longo caminho a andar ainda. Pedro começou a passar mal, resolveu então se sentar. Ele acabou caindo no sono. Ao acordar assustado, ele olha de um lado para o outro e percebe que o lugar estava vazio. Ele se levanta e começa a andar. Sem rumo, ele anda a procura de água e alimento.
Ele encontra uma lanchonete com apenas três clientes. Ele explica para o dono que ele estava perdido e sem dinheiro. O dono da lanchonete lamenta e manda Pedro embora.
Um garoto de cinco anos de idade que estava sentado na lanchonete com sua mãe, ouve a conversa de Pedro com o dono na lanchonete. Então se levanta, levando com ele seu copo de suco, o garoto segue em direção do Pedro e oferece. Após ele ter aceitado o suco, o garoto diz:
- Senhor, se a vida te der um limão, faça dela uma limonada! 
Pedro agradece e segue a diante.
A paisagem começa a mudar, praias lindas vão surgindo e pessoas chegando.
Pedro cai na areia, percebe que havia tropeçado em alguma coisa. Então procura, e vê que era moedas. Ele começa a recolher elas. Ao final, havia cinco reais em moedas de cinquenta. Com esse dinheiro ele se alimentou, tomou banhou de mar e se sentou na areia.
Enquanto Pedro estava sentado na areia, ele ficou refletindo sobre o que o garotinho da lanchonete havia dito para ele.
Foi então que começou a brincar com a areia e percebeu  seu talento. Após três anos, ele havia virado a atração da praia com suas maravilhosas esculturas na areia. A mais bonita e conhecida era a de João, o garotinho da lanchonete.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O paraíso



Em uma bela manhã de sol, eu e minha amiga Bianca saímos de casa em destino ao parque central da cidade.
Ao sairmos de casa, percebemos o quanto a cidade estava movimentada, e o quanto as pessoas estavam estressadas.
Fomos para o ponto de ônibus, e rapidamente ele chegou, para nossa surpresa.
No percurso do caminho, percebemos que ele não estava indo em direção do parque.
Quando iriamos perguntar ao motorista onde ele estava indo, ele atravessou uma parede azul, com a maior facilidade e sem nenhum dano no ônibus e na parede.
Nossos olhos brilhavam ao ver o lugar que estávamos. Um lugar florido, de sol, pessoas bem vestidas, com elegância e educação. Um lugar sem pessoas preconceituosas. Era um verdadeiro paraíso.
Sem entender nada, eu e Bianca andávamos pela cidade. Queríamos compartilhar com nossas outras amigas aquele momento, mas nossos celulares havia se transformado em uma barra de chocolate e nossas maquiagens também.
Enquanto caminhávamos, quatro meninas nos rodearam e começaram a trançar nossos cabelos com violetas cheirosas e lindas. Elas haviam nos convidado para conhecer aquele pequena cidade, mas bonita de se ver.
Infelizmente, tudo era um sonho. Acordo após uma passageira sentar ao meu lado no ônibus, com milhares de sacolas, quase fazendo nos desaparecer no meio de tanta compra. Então pergunto ao motorista se tem como ele me levar para o paraíso, ele rindo, respondeu dizendo que só nos meus sonhos.

''Natal na barca''- Lygia Fagundes



                Uma moça sozinha estava em uma barca que ao redor era silenciosa e cheio de trevas. Na embarcação desconfortável havia apenas quatro passageiros.
                Um dos passageiros era uma mulher, que puxou assunto após responder sobre a água ser gelada. A mãe relata que morava ali perto, que estava levando seu filho ao médico. Seu marido havia lhe abandonado, e então foi morar com sua mãe, perto da escolinha. E que fazia um ano que seu filho havia morrido, após pular do muro dizendo que iria voar. A mãe conta que não acreditava na morte do filho, então sentou no banco onde o filho adorava brincar. Acabou caindo no sono, e nele sonhou com seu filho, que parou de brincar com um garoto no Paraíso para ir abraçar a mãe. Sonhou também que Deus estendia sua mão para ela. A mulher despertou com sol no rosto, e acordou feliz em saber que Deus estava com ela.
                A moça que ouvia a história da mãe fica surpresa com a força que aquela mulher tinha. A mãe diz que era assim pelo fato dela ter fé em Deus e saber que Ele nunca a abandonaria.
                A barca chega a seu destino, e então o filho que estava dormindo, acorda com um sorriso no rosto e deseja um feliz para as pessoas.




quarta-feira, 24 de abril de 2013

''Venha ver o pôr-do-sol''- Lygia Fagundes




Ricardo nunca se conformou com o fim do relacionamento com Raquel quando jovens. Ela trocou-o por um homem mais velho e rico.
Ele então a convidou para um encontro, um último pôr-do-sol, num cemitério abandonado de um vilarejo.  Com o chão sem condições de passar carro, fez com que a moça descesse do táxi e andasse metros a pé.
Ele não entendia porque do medo da moça, ele dizia que não havia problemas, e lhe conta uma história de sua prima, apaixonada por ele, que ela o amou, e ele não, a prima veio a falecer com quinze anos.
O ódio consome Ricardo após Raquel dizer que agora ela tinha um namorado rico, e que fazia todas as suas vontades.  Eles foram visitar o túmulo da falecida, ele pede para ela ficasse observando o quando a prima era bonita, compara as duas, para logo depois irem embora.
A moça entra em uma capelinha e se arrepia toda. O lugar era escuro, mas ela acende um fósforo, alimentando ainda mais o ódio de Ricardo.
Com a ajuda do fósforo aceso, ela lê a inscrição no túmulo da prima e faz contas matemática com as informações sobre a falecida. Ela olhou para trás e viu Ricardo com as chaves do túmulo na mão e rindo. Ele fechou as portas. Ela gritou enquanto ele chacoalha as chaves e gritava vai embora. Ela ficou desesperada.
Raquel ficou gritando, enquanto Ricardo fechou o portão. Ninguém mais a ouviu.


'' As cerejas''- Lygia Fagundes




Tia Olívia estava chegando, então Júlia se apressava para organizar a casa junto de sua madrinha. E a cozinheira Dionísia preparava receitas.
A visita chegou, e via-se que ela era uma mulher elegante, vaidosa e bem vestida, ela estava com um decote enorme e um colar de cerejas. Junto com a Tia Olívia veio Marcelo, e em um dia de chuva, aos verem os dois com corpos entrelaçados, a menina se assusta, chora e chega a ficar doente.
Marcelo foi embora sem se despedir, e dois dias depois a Tia também foi, deixando de lembrança as cerejas para sua sobrinha havia ficado encantada, pois era a primeira vez que via cerejas, sem ser em papel.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Biografia de Lygia Fagundes Telles





Lygia Fagundes Telles nasceu em São Paulo, no dia 19 de abril de 1923. Filha de Durval de Azevedo Fagundes, advogado, passou sua infância em várias cidades do interior, onde seu pai era promotor. Sua mãe, Maria do Rosário Silva Jardim de Moura era pianista.
Na adolescência começou a ter interesse por literatura. Aos 15 anos de idade publicou seu primeiro livro, "Porão e Sobrado". Formou-se me Direito e Educação Física, na Universidade de São Paulo, porém, seu interesse maior era mesmo a literatura.
Em 1944 teve sua estreia oficial na literatura, com o volume de contos ‘’ Praia Viva’’.
Casou-se com o jurista Goffredo Telles Júnior, com que teve apenas um filho. Ela se divorciou e casou novamente, agora com um ensaísta e crítico de cinema Paulo Emílio Salles Gomes
 Lygia venceu vários prêmios, o Prêmio Afonso Arinos da Academia Brasileira de Letras em 1949 se destaca e em 1958 ganhou o Prêmio do Instituto Nacional do Livro.

Obras de Lygia Fagundes Telles
·         Porão e Sobrado, contos, 1938
·         Praia Viva, contos, 1944
·         O Cacto Vermelho, contos, 1949
·         Ciranda de Pedra, romance, 1954
·         Histórias do Desencontro, contos, 1958
·         Verão no Aquário, romance, 1964
·         Histórias Escolhidas, contos, 1964
·         O Jardim Selvagem, contos, 1965
·         Antes do Baile Verde, contos, 1970
·         As Meninas, romance, 1973
·         Seminário dos Ratos, contos, 1977
·         Filhos Prodígios, contos, 1978
·         A Disciplina do Amor, contos, 1980
·         Mistérios, contos, 1981
·         Venha Ver o Por do Sol e Outros Contos, 1987
·         As Horas Nuas, romance, 1989
·         A Noite Escura e Mais Eu, contos, 1995
·         Biruta, contos, 2004
·         Histórias de Mistérios, contos, 2004
·         Conspiração de Nuvens, contos, 2007
·         Passaporte para a China, contos, 2011

.

'' Felicidade Clandestina''- Clarice Lispector




Uma garota apaixonada por livros tinha uma colega na escola que era filha do dono de uma livraria, mas infelizmente a garota era egoísta e malvada.
A colega disse que iria emprestar o livro ‘’ A reinações de Narizinho’’, de Monteiro Lobato, e que era apenas preciso ela passar em sua casa.
Todos os dias a garota ia até a casa da colega, mas ele sempre tinha um desculpa, e o livro nunca era emprestado. Uma delas era ‘’ Já emprestei o livro para outra pessoa, volte amanhã novamente. ’’
A esposa do dono da livraria estranhou a ida da garota todos os dias em sua casa, então perguntou o que estava acontecendo. Após saber o motivo ela disse que a garota havia mentido e que o livro nunca tinha saído de sua casa.
Diferente da menina egoísta, a mulher emprestou o livro para a garota e disse que poderia ficar com o livro o tempo que precisasse.
A garota ficou extremamente feliz, olhava o livro por horas e horas, li algumas páginas e depois parava. A partir do momento em que pegou o livro dizia que ‘’ não era uma menina com livro e sim uma mulher com diamante. ’’
  


segunda-feira, 22 de abril de 2013

'' O Búfalo''- Clarice Lispector



Uma mulher rejeitada por seu amado resolveu ir ao zoológico para tentar encontrar o ódio nos animais.  Mas, encontrou ao contrário. Os animais demostraram atitudes amorosas, ao invés do seu desejo.

Na busca pelo ódio, ela encontrar amor nos leões, na girafa no macaco e no camelo.

Então encontrou um búfalo andando com seus quadris estreitos, seu pescoço grosso, sua grande cabeça com chifres, duro músculo do corpo. Ela o olhou e logo desviou o olhar com o seu coração acelerado, pois a mulher percebeu que o animal a olhava.

A mulher começou a provocá-lo, tacando pedras e gritando. Havia nascido dentro dela o ódio, e depois o búfalo começou a encarar ela, que disse ao cujo grande crime impunível era de não querê: ‘’ Eu te amo’’.  “Eu te odeio, disse implorando amor ao búfalo.” 

            
Ficou espantada com o olhar do búfalo, mas estava "presa" ali. Antes de seu corpo cair no chão, viu apenas o céu e o búfalo.

'' Laços de família''- Clarice Lispector



Após duas semanas em sua casa, Catarina leva sua mãe Severina, uma mulher severa, que julgava muito o modo da filha educar o filho, para a estação.
Antônio genro da Senhora ficou contente com a ida da sogra, afinal eles se enfrentaram muito durante aquelas semanas. Mas, na hora da despedida os dois se trataram com delicadeza.
No caminho, uma freada do táxi fez com que mãe e filha fossem jogadas uma contra a outra, e uma intimidade entre copos já esquecida. Evitaram a troca de olhares até chegaram ao destino, afinal nunca demonstraram amor um pela outra, diferente da relação com seu pai, que era de aproximação.
Severina se foi, após uma troca de olhares com uma vontade das duas dizer algo, mas nada foi dito.
Catarina chegou diferente na sua casa, estava disposta a usufruir de todas as coisas que a vida lhe oferecia. Seu marido estava sentado no sofá lendo o jornal. Seu filho que se encontrava no quarto, tentava chamar a atenção com uma toalha, então ele lhe chamou de ‘’mamãe’’.
Mãe e filho saíram de casa, Antônio achou estranho, afinal Catarina tinha seus momentos de felicidade sozinha.
Depois os três saíram juntos para um jantar e a ida ao cinema. Foi uma noite diferente de todas as outras passadas.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

''Feliz Aniversário''- Clarice Lispector






          D. Anita uma senhora de idade, morava com sua filha Zilda, a pessoa que mesmo revoltada por ter que arcar com essa tarefa solitariamente, organizou a festa de aniversário, que comemorava os oitenta e nove anos de sua mãe. Filhos, noras e netos chegavam pouco a pouco, cada um vinham de algum lugar, alguns do subúrbio, alguns do Ipanema.


         Depois do almoço, a aniversariante encarcerada em seu vestido de festa, com presilha, broche e um odor forte de água de colônia ficaram na cabeceira da mesa.


         A festa parecia ocorre bem, os familiares sorriam, mas a própria família não se gostava. Todos fingiam em estar comemorando o aniversário da Senhora.


        D. Anita sentiu-se com raiva de tal falsidade e cortou o bolo com muita força, assim como a de um punho de assassina.


       Ela cospe no chão, um ato que mostrou os laços familiares que não se sustentavam mais.


       Cantaram os parabéns, para que a falsa felicidade não demorasse a acabar, e que todos fossem embora.

terça-feira, 16 de abril de 2013

''Amor''- Clarice Lispector


Fonte da Imagem


      O conto relata a história de uma dona de casa preocupada com as tarefas de casa, seu nome era Ana. Ela morava em uma casa boa com seus filhos e seu marido.


      Certo dia, ela saiu para fazer compras para preparar o jantar, e na volta para casa, dentro de um bonde, se surpreendeu com um cego, que estava parado no ponto mascando chiclete. Isso deixou Ana incomodada, afinal o homem aparentava ser feliz, mesmo com dificuldade. Ela começou a pensar na felicidade que não fazia mais parte de sua vida monótona.


     Ana deixou seu pesado saco de tricô que carregava cair, mas logo os passageiros recolheram o que se espalhou e continuaram a viagem. Sua reação imediata foi dar um belo de um grito, expressando tudo o que estava sentindo. A rede de tricô desprendeu-se de sua mão, fazendo com que os ovos caíssem e quebrassem também. Ana ficou totalmente desconfortável com aquela situação, porque além de tudo, a queda causou certa desorganização.


     Ainda com aquela reflexão sobre o mundo e o seu particular, Ana se distraiu e perdeu o ponto que teria que descer para voltar para a casa. Então desceu próximo ao Jardim Botânico, e ficou observando cada detalhe, pássaros, insetos, folhas, flores, terra e vento. A dona de casa voltou correndo para casa quando se lembrou de seus filhos, do marido e do jantar.


     Ana voltou outra pessoa para casa. Parecia que havia aumentado seu amor pelos filhos, marido e até pela sua casa. Finalmente jantaram, com seus amigos e com as crianças.


     Ana encontrou nos braços de seu marido o amor e carinho que precisava, e o lugar onde podia afastar dela o medo de viver.

Leia o conto completo aqui

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Entrevista com a autora Clarice Lispector- TV Cultura

      No ano de 1977, Clarice Lispector deu uma entrevista pra a TV Cultura. Neste mesmo ano ela faleceu.


      É perguntando para Clarice Lispector, qual a origem de seu sobrenome. E ela responde que vem do latino, e que seu havia dito que vinha de gerações passadas na Ucrânia.


      Por causa de sua saída do Brasil e de seu casamento com um diplomata brasileiro, Clarice conta que não conheceu Sérgio Milliet.


     A escritora diz ao entrevistador, que seu pai trabalhava em uma representação de firmas. Mas, na verdade dava era coisas do espírito.


    Clarice conta à surpresa que teve recentemente. Sua mãe escrevia, mas não publicava. 

    Como soube há pouco tempo, não os leu. Uma de suas irmãs escrevia romance e a outros livros técnicos.


    Antes dos 07 anos, ela já fabulava, inventava história que não acabavam nunca. Clarice foi uma adolescente caótica e intensa, inteiramente fora da realidade.


   Ela nunca assumiu ser escritora, porque dizia que ela não era uma profissional, escrevia quando queria.


   Clarice publicou o livro infantil que havia feito a pedido de seu filho de 06 anos. Foram publicados 03 livros infantis.


    A escritora achava mais fácil se comunicar com as crianças, pelo fato dela ser maternal.


    Ela não se considerava uma escritora popular, porque a chamavam de hermética.