Amazônia, 30 de abril de
2013.
Querida Milena,
Como está aí no Rio? Estou
morrendo de saudades de você e toda a galera! Não aguento mais ficar aqui.
Conto meses, dias, semanas, horas, minutos e segundos para voltar para o Rio.
Hoje finalmente aconteceu
uma coisa muito boa. Conheci um gato, o cara mais lindo que eu já vi. Mas nunca
pensei que iria conhecer um índio assim, no meio da mata.
No nosso primeiro contato
ele foi tão fofo! Ele tirou meus óculos, passou sua mão sobre minha cabeça e
foi deslizando sobre minha testa, olhos, nariz, boca, queixo e finalmente nos apresentamos.
Contei para ele que meu nome
é francês, e que significa forte como uma pedra. E então ele me disse que na verdade
ele era delicada como uma flor. Fina flor, itararé.
Ele me olha de um jeito
amiga, que dói meus olhos, o olho dele parece penetrar a gente.
De repente o gato começou a
me agredir com pedrinhas, acredita? Com raiva joguei nele uma pedra maior .
Nadei até a canoa que ele estava, pensando que eu tinha machucado ele, e
descubro que não era nada. Que raiva! Fez-me nadar atoa. E ainda me agarrou
pela alça do sutiã do biquíni, me deixando de topless. Que vergonha!
Os garotos desse mundo são
tudo igual mesmo! Independente da cultura. Estou chateada.
Mandarei outras cartas
contando sobre as aventuras que estou passando aqui. Manda beijos para o
pessoal aí. Amo vocês
Com
amor,
Chantal














