No calor do meio-dia, o sol
ardia os miolos de Pedro. Em seu caminho, a terra era seca, e as aves já não
existiam.
Ele estava louco para
encontrar uma sombra e se refrescar do sol quente. Mas, assim que ultrapassou
as dunas viu que havia um longo caminho a andar ainda. Pedro começou a passar
mal, resolveu então se sentar. Ele acabou caindo no sono. Ao acordar assustado,
ele olha de um lado para o outro e percebe que o lugar estava vazio. Ele se
levanta e começa a andar. Sem rumo, ele anda a procura de água e alimento.
Ele encontra uma lanchonete
com apenas três clientes. Ele explica para o dono que ele estava perdido e sem
dinheiro. O dono da lanchonete lamenta e manda Pedro embora.
Um garoto de cinco anos de
idade que estava sentado na lanchonete com sua mãe, ouve a conversa de Pedro
com o dono na lanchonete. Então se levanta, levando com ele seu copo de suco, o
garoto segue em direção do Pedro e oferece. Após ele ter aceitado o suco, o
garoto diz:
- Senhor, se a vida te der um limão, faça dela uma limonada!
Pedro agradece e segue a
diante.
A paisagem começa a mudar,
praias lindas vão surgindo e pessoas chegando.
Pedro cai na areia, percebe
que havia tropeçado em alguma coisa. Então procura, e vê que era moedas. Ele
começa a recolher elas. Ao final, havia cinco reais em moedas de cinquenta. Com esse dinheiro ele se alimentou, tomou banhou de mar e se sentou na areia.
Enquanto Pedro estava
sentado na areia, ele ficou refletindo sobre o que o garotinho da lanchonete
havia dito para ele.
Foi então que começou a brincar
com a areia e percebeu seu talento. Após
três anos, ele havia virado a atração da praia com suas maravilhosas
esculturas na areia. A mais bonita e conhecida era a de João, o garotinho da lanchonete.

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