D. Anita
uma senhora de idade, morava com sua filha Zilda, a pessoa que mesmo revoltada
por ter que arcar com essa tarefa solitariamente, organizou a festa de
aniversário, que comemorava os oitenta e nove anos de sua mãe. Filhos, noras e
netos chegavam pouco a pouco, cada um vinham de algum lugar, alguns do
subúrbio, alguns do Ipanema.
Depois do
almoço, a aniversariante encarcerada em seu vestido de festa, com presilha,
broche e um odor forte de água de colônia ficaram na cabeceira da mesa.
A festa
parecia ocorre bem, os familiares sorriam, mas a própria família não se
gostava. Todos fingiam em estar comemorando o aniversário da Senhora.
D. Anita
sentiu-se com raiva de tal falsidade e cortou o bolo com muita força, assim
como a de um punho de assassina.
Ela cospe
no chão, um ato que mostrou os laços familiares que não se sustentavam mais.
Cantaram
os parabéns, para que a falsa felicidade não demorasse a acabar, e que todos
fossem embora.

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